Identidade x Personagem
As redes como um palco
Jho Jansen e Ju Nasasi
4/20/20263 min read
Hoje vamos começar com uma pergunta simples (mas nada confortável):
Quem é você… quando não está criando?
Sem story. Sem legenda. Sem pensar em engajamento.
Só você?!
Muita gente que vive do digital começa assim: sendo. Com o tempo, vai aprendendo a performar. Depois, sem perceber, passa a existir mais como personagem do que como pessoa.
Talvez você já tenha sentido isso:
postar algo que não representa exatamente o que você sente
segurar uma emoção porque “não combina com o feed” - ou com o vídeo, ou com quem pensam que você é.
escolher palavras pensando no algoritmo, não em você
sorrir em frente a câmera enquanto está esgotado(a) por dentro
E não, isso não é um teatro calculado. Muitas vezes é só adaptação.
Infelizmente, hoje as plataformas como Meta (senhora dona do Instagram) e TikTok recompensam consistência de imagem, não complexidade humana.
Elas gostam de narrativas simples, emoções rápidas, personalidades fáceis de entender e versões editadas de gente real. 🫠
E aí acontece uma coisa curiosa: quanto mais você cresce, mais sente que precisa “manter” alguém. Um tom. Uma estética. Uma energia. Mesmo quando isso já não te representa 100%.
Aos poucos, o personagem vai ficando mais nítido. E a pessoa… mais cansada.
Talvez seja por isso que tantos criadores relatem uma sensação estranha de ver os resultados chegando e um vazio ficando cada vez maior. Fica difícil entender o que realmente querem, sentem medo de mudar de fase e perder público, se confundem entre identidade e marca pessoal. Calma, a gente vai falar disso sem pressa por aqui.
Vem cá, dá um abraço.
É provável que você não esteja passando por uma crise existencial aleatória (pode ser que esteja, e também tá tudo bem se for o caso… rindo de nervoso 😅). Mas na verdade essa é uma consequência direta e legítima de viver constantemente sendo observado.
Existe uma pergunta importante escondida aqui:
Você está usando o digital como ferramenta… ou moldando quem você é para caber nele?
Aliás, esse conflito entre PESSOA e PERSONA aparece o tempo todo nas respostas da nossa pesquisa sobre saúde e bem-estar digital (fica à vontade pra responder também, leva só 5 minutinhos). Criadores descrevem exatamente essa sensação de “estar funcionando” por fora — enquanto algo vai se apagando por dentro.
É por isso que estamos começando pra valer essa conversa. 🔥 Porque o futuro da criação não pede personagens mais polidos. Pede gente mais inteira!
A tendência não é mais “parecer autêntico”. É conseguir ser. E isso só acontece quando você tem espaço para falar sem performar, ser escutado sem métricas, compartilhar dúvidas com quem vive a mesma realidade, separar quem você é do que você entrega.
Criadores que começaram a frequentar espaços coletivos, para refletir sobre esses perrengues do mundo digital, costumam relatar algo interessante: não é só alívio emocional. Eles ganham:
mais clareza de posicionamento
mais assertividade nas decisões
mais energia criativa
mais coerência entre vida e trabalho
mais autenticidade (de verdade, não de branding)
mais felicidade em criar
Porque identidade não se constrói no feed. Se constrói no silêncio, na conversa honesta, na pausa.
📖 MANUAL ANTIAUTOMÁTICO
Bora pra nossa sessão mensal de exercícios descomplicados e sem performance. Só pra você!
Tire alguns minutos offline, vá pra longe do celular, tv, qualquer distração. Pegue um caderninho que só você lê e responda honestamente:
O que eu faço hoje só porque “funciona”, mas já não me representa tanto?
Em que momentos me sinto mais eu — mesmo fora das redes?
Se ninguém estivesse olhando, o que eu gostaria de criar?
Não precisa resolver nada agora. Só perceber o que vem do seu coração.
Talvez a pergunta não seja: “como manter meu personagem relevante?”. mas sim:
👉 quem eu estou me tornando enquanto crio?
👉 estou crescendo… ou apenas me adaptando?
Se antes era sobre ser visto, agora é sobre ser verdadeiro o bastante para continuar. E isso começa longe da câmera. Começa em você!
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Com carinho (e presença),
Ju e Jho - fundadoras da Desvirtua
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Se você sente que está na hora de cuidar da sua saúde mental como parte do seu crescimento profissional, saiba: estamos criando espaços de conversa e apoio pensados especialmente para quem vive da criação. Encaminhe essa reflexão e convide quem você acha que tá precisando pra fazer parte disso, também!



